Páginas

Mostrando postagens com marcador Skates. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Skates. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

24h Roller Montreal

É apenas mais um dos incontáveis eventos anuais realizados nessa cidade.

Dessa vez, trata-se de uma prova de patins inline (roller blade), realizada no circuito de formula 1 Gilles Villeneuve. São 24 horas de prova, e você pode formar equipes de até 10 pessoas que se revezam loucamente no frenético ciclo pista-colchão-lanche-gatorade, pista-colchão-lanche-gatorade, pista-colchão-lanche-gatorade, aaaaaaaAAAAAHHHHH! E o pior: haviam uns tiozinhos que curiosamente portavam camisetas onde escritas estavam as seguintes letras: "S-O-L-O", isso mesmo, SOLO! Acredita? SOLO?!?! A criatura vai ficar 24 horas andando de patins numa equipe composta por ela mesma, seus patins e Nosso Senhor Jesus Cristo, amém! Isso num ritmo enlouquecedor, sem dormir, sem o benefício de um pão quentinho no café da manhã, sem trocar as fraldas, sem facebook, sem ninguém pra dizer: "volte logo, meu filho, cuidado pra não pegar chuva".

Mas é isso, tem doido pra tudo. E tudo vale a pena se a causa não é pequena, e nesse caso, a causa era justa, muito justa, justíssima: O dinheiro das inscrições é doado para uma campanha de apoio aos portadores de esclerose múltipla. Cidadania: a gente vê por aqui.

Não tive muito acesso a números, mas sei que numa equipe de 10 pessoas, o valor da inscrição ficava em torno de 75 dolares para cada indivíduo de joelho forte, rodas nos pés e disposição pra entrar nessa. Foi o caso da nossa amiga Nelci, com a sua equipe "Les Fourmis Roulantes" (As formigas rolantes). Daí a explicação dos capacetes de antenas que poderiam certamente ser assassinados assinados por Jean Paul Gaultier.

O mais interessante é que qualquer um poderia participar gratuitamente, de forma amadora, pois a pista ficava aberta e você poderia entrar e sair a qualquer hora, fosse de patins, de bicicleta, de skate, do que fosse. Havia até uma pista reservada para carros, mas penso que era apenas para pessoas ligadas à prova, que estivessem ajudando as equipes. Além de ambulâncias e carros de apoio.

Para os curiosos, o site do evento é:

Segue um breve vídeo, pois a bateria não estava lá tão carregada:


terça-feira, 26 de julho de 2011

Mercado de patins

A gente vive cada coisa aqui, que é difícil imaginar sem achar que é sonho.

Coloquei a mochila quase vazia nas costas, os patins nos pés, o chinelo na mochila e fui até o mercadinho comprar algumas coisas que faltavam na geladeira. O mercado fica há uns 10 minutos andando, 3 minutos de patins. Detalhe: é proibido entrar de patins ou skate na maioria destes estabelecimentos, e eles têm placas indicando isso, até mesmo pelo alto número de pessoas que os utilisam diariamente.

Retirei, então, os patins, coloquei o chinelo, por cima da meia mesmo (é tão comum isso aqui, até no ônibus você vê gente de meia e chinelo). Pois bem, fiz as minhas compras, coloquei tudo na mochila, saí do mercado, sentei no banquinho, coloquei os patins de novo, e pimba! Começou a cair um pé d'agua danado, com trovão, relâmpago e tudo mais.

5 minutos depois,  a chuva passou, eu voltei devagarinho na pista molhada, com cheiro de chuva na fazenda, vestido de camiseta regata e bermuda. Chegando aqui perto de casa, começou a choviscar de novo, mas eu já estava bem perto.

‪Aí vem na cabeça: qual é o preço de poder fazer isso tudo sem preoucupação alguma? Sem medo de assalto, atravessando as ruas de patins como se as ruas fossem minhas, pois os carros paravam só de você chegar perto‬, às vezes eu não ia nem cruzar o caminho deles. Sem contar que todas as calçadas, eu disse TODAS, têm rampa de acesso.

É por isso que eu digo: "Tem defeito? TEM, e não são poucos! É o paraíso? NÃO! Mas não me tire daqui não. Obrigado."