Mudança assusta, mudança excita, mudança bagunça, mudança desorienta, mudança diverte, mas se a mudança vem em uma frenesi de rajadas sobrepostas como a que vivemos na imigração, ela te enche tanto de novas informações que se você não tiver equilíbrio para lidar com isso, ela o fará até explodir! Eu estou amando descobrir a mudança em tudo, da diferença na maçaneta da porta, do fogão elétrico, de pegar comida de mão e ser normal, de deixar a água esquentar antes de entrar no chuveiro e saber combinar a água quente e a gelada pra não te congelar nem te derreter, de perceber a diferença na importância do bom dia, do obrigado, do até logo, do muito prazer. Estou degustando a novidade de falar menos, por saber menos o que falar. Aprendendo a importância da expressão, pois o sentimento dentro de você só pode ser compreendido se souberes expressá-lo, do contrário, você poderá se tornar o mais valioso dos presentes, trancado numa caixa sem cor e sem cheiro. Aprendo o valor do respeito ao ser humano, aos horários, aos sinais, à paz e à grandeza da vida. Não canso de me flagrar com brilhos nos olhos ao ver todos os dias, que aqui as pessoas são mais possuidoras do direito de viver, e o fazem! Mas fazem por elas mesmas, fazem pelo sorrir, por aproveitar, pelo aprender, e não para mostrar a alguém, com quem sequer se importa, que o seu pedaço de pão é maior do que o do vizinho. As pessoas vivem, por que viver é bom. E pronto.
Em verdade, estou assoberbado, me sinto inebriado com tanta mudança, e espero que essa embriaguez tome conta da minha vida e me faça tropegar pelos mais belos bancos da enorme praça da vida.
Em verdade, estou assoberbado, me sinto inebriado com tanta mudança, e espero que essa embriaguez tome conta da minha vida e me faça tropegar pelos mais belos bancos da enorme praça da vida.